alguma transcendência...

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Alguma Transcendência em "Um Boi Vê os Homens"
de Carlos Drummond de Andrade
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originalmente para "Literatura Brasileira I",
disciplina do prof. Alcides Villaça,
curso de Letras, USP, primeiro semestre 2007
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............ UM BOI VÊ OS HOMENS
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............ Tão delicados (mais que um arbusto) e correm
............ e correm de um para outro lado, sempre esquecidos
............ de alguma coisa. Certamente, falta-lhes
............ não sei que atributo essencial, posto se apresentem nobres
............ e graves, por vezes. Ah, espantosamente graves,
............ até sinistros. Coitados, dir-se-ia não escutam
............ nem o canto do ar nem os segredos do feno,
............ como também parecem não enxergar o que é visível
............ e comum a cada um de nós, no espaço. E ficam tristes
............ e no rasto da tristeza chegam à crueldade.
............ Toda a expressão deles mora nos olhos – e perde-se
............ a um simples baixar de cílios, a uma sombra.
............ Nada nos pêlos, nos extremos de inconcebível fragilidade,
............ e como neles há pouca montanha,
............ e que secura e que reentrâncias e que
............ impossibilidade de se organizarem em formas calmas,
............ permanentes e necessárias. Têm, talvez,
............ certa graça melancólica (um minuto) e com isto se fazem
............ perdoar a agitação incômoda e o translúcido
............ vazio interior que os torna tão pobres e carecidos
............ de emitir sons absurdos e agônicos: desejo, amor, ciúme
............ (que sabemos nós?), sons que se despedaçam e tombam no campo
............ como pedras aflitas e queimam a erva e a água,
............ e difícil, depois disto, é ruminarmos nossa verdade.
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............ ................................ ................................ Carlos Drummond de Andrade, Claro Enigma
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Numa outra ocasião, estava à beira do rio, olhando o cume da montanha que se eleva a mais de 2000 metros acima do planalto. [...] De repente, uma voz profunda, vibrante de uma emoção secreta, falou atrás de mim, junto ao meu ouvido esquerdo: “Não julgas que toda a vida provém da montanha?” Um índio bastante idoso caminhara silenciosamente em seus mocassins e me propusera esta questão – cujo alcance eu ignorava. Um olhar sobre o rio que desce da montanha deu-me a imagem exterior que fizera nascer aquela idéia. Evidentemente, toda a vida provinha da montanha, pois onde está a água, está também a vida; nada mais evidente. Sentia em sua pergunta uma emoção que se ampliava à palavra “montanha” e pensei no relato dos ritos misteriosos lá celebrados. Respondi-lhe: “Todos podem crer que dizes a verdade.”
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Carl G. Jung, Memórias, Sonhos, Reflexões
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1º aboio. montanha entranhada
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Um dos sete poemas de Claro Enigma formado por uma só estrofe, sendo o único de versos cuja métrica é irregular – os outros são compostos por hexassílabos ou redondilhas ou decassílabos (1) –, “Um boi vê os homens” pode provocar já de chofre uma curiosidade pelo seu bloco estranhamente compacto. Ou seria pela estranheza do título, indicando o testemunho de um protagonista inusitado? Seria, talvez, mais ainda, depois de lido, pela variação rítmica e métrica, em que versos aparentemente muito brancos se sucedem, de decassílabos até um verso de 18 sílabas (a variação chega a pôr lado a lado as métricas extremas: um decassílabo logo depois do longo 13º verso). Não deixa de chamar atenção, aliás, a ausência do poema na Antologia Poética organizada pelo autor em 1962, embora pudesse se encaixar em uma de suas seções temáticas, tais como “Um eu todo retorcido” ou “Tentativa de exploração e de interpretação do estar-no-mundo”. Teria sido pela individualidade excêntrica da combinação de sua forma e seu conteúdo, a exclusão?
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1. “Cantiga de enganar”, “Canção para álbum de moça”, “Rapto”, “A um varão, que acaba de nascer”, “Carta”, “A mesa”.
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...... Mas a exceção traz uma ordem peculiar pelo que tem de justamente excepcional. E a anomalia composicional de “O boi vê os homens” reflete a anomalia da escolha do seu discurso: o pensamento de um boi, ou de todos os bois através deste, desenvolvendo-se diante do leitor enquanto reflete. A rítmica inumana rumina... por variada localização das sílabas tônicas a cada verso, por aditivas que iniciam versos assim ligados aos antecedentes, por interrupções de períodos em ponto final no meio do verso e daí iniciando outros, pelos usos de travessão e parênteses e dois pontos, impondo novas inflexões ao tom do que é dito. Sendo o ritmo, como nos diz Antonio Candido, “a alma, a razão de ser do movimento sonoro, o esqueleto que ampara todo o significado”, a fala do boi, sendo bovina, é verossímil assim estranha, é condizente à alteridade da qual o poeta se veste. O esqueleto esquisito é próprio do outro, e ele nos assiste, a nós, humanos. Monologa em cena aberta, em pasto-proscênio, refletindo sobre o espetáculo que tem diante de si contrastantemente. Sim, em cena aberta: e a ação não é lá, de lá é que a enxerga; a ação cênica somos nós, platéia inquieta, inepta à calma bovina. Cena ao contrário ou museu pelo avesso, em que a estabilidade da paisagem campestre descreve os seres semoventes, avaliando a agonia dos que “correm / e correm de um para outro lado”.
...... O autor, experiente testemunha em inúmeros posicionamentos, desta vez parece querer fazer uso de um ângulo mais radical, quem sabe se no desejo de destramente anular-se mais e praticar um olhar mais puro, mais à parte, mais cristalino sobre o mundo dos homens. É como se resgatasse (e provavelmente aprofunda) a história da formiga filósofa de sua juventude (2). Na primeira crônica de Boca de Luar há uma relação parecida, porém oposta, entre escritor e outro ser vivo: o narrador põe-se a espreitar um inseto que o visita, mas mantém-se isento da consciência do outro, chegando mesmo a se envergonhar “de ter envolvido o estranho numa aura de sensibilidade”. Com o boi, ao contrário, não só se desenvergonha como lhe penetra o sentido, servindo-se dele como instrumento de autoaniquilação, aproveitando-o como representante de uma região “em harmoniosa coexistência de temperamentos e tendências” (“Reflexões sobre o fanatismo”, Passeios na Ilha).
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2. “Ele escrevera escondido uma novela cujo personagem principal era uma ´formiga filósofa´. Segundo seu colega de sala Octávio Barbosa da Silva, o único que a leu, era ´uma verrina aos padres e aos parasitas da vida humana´.” (José Maria Cançado, Os Sapatos de Orfeu)
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...... Das várias apreciações negativas expostas pelo eu-lírico-bovino, destaca-se o uso de um substantivo concreto subitamente reconsiderado com valor abstrato no tom lastimoso da expressão: “e como neles há pouca montanha”. Montanha. O termo de imediato soa os seus sentidos de permanência, solidez, equilíbrio, densidade, não-"delicadeza", não-"fragilidade". No extremo do verso mais curto, a palavra está encravada na massa lexical da estrofe, adjetivando uma condição, um estado de ser, um caráter que nos homens é precário ou mesmo irrisório – talvez seja de fato o “atributo essencial” que certamente lhes falta. A montanha, ela sim, deve conhecer os “segredos do feno”. Se é que não se trata dos próprios.
...... Em “Episódio”, de A Rosa do Povo, surge a explícita analogia entre boi e máquina – “Manhã cedo passa / à minha porta um boi. [...] / Pára à minha porta / sua lenta máquina.” – e não seria fortuita coincidência a Máquina de “A Máquina do Mundo” estar assentada sobre uma montanha; o(s) boi(s), assim como ela, demonstra uma maturidade impávida cuja serenidade parece ter acesso àquela “realidade que transcende / a própria imagem sua debuxada / no rosto do mistério, nos abismos”. Deduz-se que os bois, por contraste ao que os homens não dominam, organizam-se “em formas calmas, / permanentes e necessárias”, e é como se já estivessem usufruindo o “pasto inédito da natureza mítica das coisas” para o qual a Máquina do Mundo convida os sentidos e intuições reativos do poeta. O estado montanha passa ao largo dos animais humanos ruidosos e é parente próximo, um outro-eu, da forma “definitiva e concentrada” com a qual o poema se aceitará no espaço em “Procura da Poesia”. Talvez o boi observador e sua boiada vivam “calmos e frescos na superfície intata”. O coral inquieto dos homens – “O canto não é o movimento das máquinas [...] / O canto não é a natureza” – pertence a outra categoria de existência, atmosfera instável que o gado e seus correspondentes não compartilham. O boi, a palavra, a máquina, sim; estes ocupam uma espécie de reino transcendente, uma anomalia elevada, neles não há pouca montanha, há muita. Boi-palavra, poema-máquina, formas permanentes e necessárias – montanha.
...... A raça bovina, o signo boi, detém uma condição hierática de independência potente – “Ó solidão do boi no campo, [...] / o tempo é firme. O boi é só.” (“O boi”, José) – e sua capacidade ruminante (ou sua montanhês impregnada) pode ainda referir-se à preservação da história passada, sinal do campo, das origens interioranas do poeta, Minas, a família, representação de um pretérito em cuja constituição se compõe o “sono rancoroso dos minérios”. Não é à toa que uma extensa série de poemas, ao abordar o universo de sua formação, foi nomeada pela fusão desse signo com a palavra capital “tempo”: Boitempo. O boi, como a montanha que se sobressaía sobre Itabira e da qual se extraía o minério para alimentar o “vasto mundo”, possui a carga de um ser mítico, miticamente inviolável e inesgotável de sugestões e referências íntimas.
...... No I Ching, o livro chinês das mutações, o ideograma de número 52 – “Kên / A Quietude (Montanha)” – parece se relacionar com o boi ou boitempo drummondiano: “O começo é o momento em que se cometem poucos erros. Ainda se está em harmonia com a inocência original. Vêem-se as coisas intuitivamente, tais como são, sem se deixar obscurecer por interesses e desejos. Aquele que se detém ao começo, enquanto ainda não se afastou da verdade, encontra o caminho correto. Porém, é necessária uma constante firmeza que evite deixar-se levar pela irresolução.” No poema “A mesa” (mesa seria outro signo em M, da mesma sonoridade dos mugidos, outra face de máquina, de montanha?), o “olho cansado” do velho patriarca, afeito a “ler no campo / uma lonjura de léguas”, lê também nessa lonjura “uma rês / perdida no azul azul”.
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2º aboio. estranha montanha
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Não vamos dizer que ele transmite humanidade aos bichos, pois isso seria descaracterizá-los pelo artifício, seria torná-los seres híbridos e absurdos. Os animais dessas admiráveis histórias de Sagarana, os bois como o burrinho pedrês, agem, pensam, e falam, não como os homens na maneira das fábulas e histórias da carochinha, mas como podemos imaginar, com o recurso da intuição, que eles o fariam se realmente pensassem e agissem racionalmente. Era como se o autor se transportasse para dentro dos bichos, não para lhes transmitir a sua própria personalidade, mas para interpretar e exprimir a imaginada vida interior deles. [...] Revela-se aqui uma espécie de filosofia dos bois, uma síntese do que pensam da vida e dos homens.
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...... De um texto de Álvaro Lins a respeito de Sagarana, quando do lançamento do livro de Guimarães Rosa, os trechos acima quase se aplicariam com justeza à relação entre Drummond e seu boi que vê os homens. Quase. Porque a montanha drummondiana, através da apreciação bovina, em verdade sente-se balançada pela interferência das ondas sonoras absurdas e agônicas. Não se trata apenas de uma filosofia revelada, um parecer reflexivo e inabalável. No fim, a vida interior é afetada pelas “pedras aflitas” dos sons despedaçados que queimam erva e água; desestabiliza-se a solidez do sossego com que o gado ruminava suas certezas.
...... Os bois poderiam compartilhar da epígrafe de Paul Valéry até certo ponto, assim como o poeta que, por mais que a ela se filie, sobretudo no período de Claro Enigma, no fundo (no fim) sempre dará sinais de sua sensibilidade ligada à correnteza de corre-corres dos événements do mundo. O boi, como o escritor, é um “observador no escritório”, capaz de um ponto de vista distanciado, mas não consegue se desatar cabalmente do calor dos “sons absurdos e agônicos”. Não consegue, não pode, não quer. O boi talvez quisesse, e numa implícita reclamação expõe ser difícil, “depois disto”, voltar à ruminação da verdade bovina. O poeta, por outro lado, com seu binóculo de longo alcance, ainda que o situe em alto edifício ou longínquo pasto, é o gauche de verdades múltiplas, já estampado no primeiro poema do primeiro livro; é o lírico do “finito e da matéria” (“Consideração do poema”), da matéria Tempo, o “tempo presente, os homens presentes, a vida presente” (“Mãos dadas”), o ser humano de envolvimento e paixão jornalísticos, do “jornalismo no duro, que vai pela noite adentro ou pelo dia afora, conforme a pressão da notícia” (Tempo, Vida, Poesia).
...... Sua poesia pode ser montanha pela forma, como de certo modo as palavras do pensamento bovino chegam a ser em sua compactação e coerência interna; pode tratar da montanha (ou Máquina), pode negá-la, roçá-la, contemplá-la – mas não é, não quer ser montanha. Sendo, em essência, “dúvida, procura, debate” (Antonio Candido, Vários Escritos), acaba por sentir-se balançada até quando dá voz a um ser de raça eminentemente montanhosa como o boi ruminante da própria verdade. “Seria engano, no entanto, julgar-se que, tendo raízes comuns, as duas soluções na aparência adversas entre si, e que se poderiam chamar respectivamente a ´hierática´ e a ´demótica´, se destinem a viver sempre separadas. Precisamente a obra de Carlos Drummond de Andrade é, toda ela, um exemplo de sua feliz convivência e conjugação.” (Sérgio Buarque de Holanda) A coexistência entre “o analista e o lírico”, como nos diz João Luiz Lafetá em sua leitura a “Campo de Flores”, é que produz a centelha desses “momentos poéticos da mais alta intensidade”.
...... Nas três frases entre parênteses espalhadas pelo poema, como que já destacadas pela situação gráfica de suas molduras, podemos encontrar uma espécie de síntese dessa oscilação do sujeito boi/eu-lírico/poeta. Cada uma com uma quantidade de sílabas poéticas diferente das outras (4-3-5), “mais que um arbusto” intensifica a primeira das depreciações de que quase todos os versos serão recobertos; “um minuto”, no início do quarto final do texto, revela uma possibilidade positiva, a sutil graça de que são capazes aqueles seres tão incessantemente tumultuosos (3); pouco depois, “que sabemos nós?” já relativiza – o boi, englobando os seus pares na pessoa do plural, põe-se em cheque e pela primeira vez permite a projeção de uma dúvida no rol de suas serenas certezas. Afinal os sons-pedras-aflitas não lhe permitem mais ser montanha, ao menos não mais como era. A montanha itabirana já se encontra violada de seus minérios, ou aquela outra, sob a Máquina, talvez já não se julgue capaz de sustentar qualquer majestade absoluta.
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3. Em Tempo, Vida, Poesia, o poeta relata a “primeira reminiscência de sentido literário” que lhe acode: o contato com uma versão infantil de Robinson Crusoé e o vínculo emocional com o protagonista. “Emoção produzida por uma personagem literária, um minuto”. Um minuto! As mesmas palavras que se destacam, segundo a contemplação bovina, ao referir-se à fugacidade da “graça melancólica” que, “talvez”, os homens conseguem ter. Trata-se de uma brecha, um átimo, uma possibilidade precária contrapondo-se ao serem “tão delicados”, “esquecidos”, órfãos de “atributo essencial” e ignorantes dos “segredos do feno”.
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Aboio 3º e epílogo. invernada
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A designação “aboio” às partes deste pequeno texto na verdade deve tratar-se de licença poética e equívoca. O boi de Drummond e com eles todos os bois é que abóiam; no sentido de que seu monólogo – às moscas? silenciosamente ruminante? aberto no campo para quem quiser colhê-lo? – talvez seja uma ordenação de palavras-pensamento como a ação de um vaqueiro com a boiada.
...... Não, reincido: se o boi abóia para compor o pensamento, aboiamos também nesse ato de se pôr em ensaio (essayer, nous essayons, experimentamos), transformados pelas palavras-pedras-que-queimam, não podendo mais voltar a pastar impunemente com as verdades de que nos sentíamos feitos.
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Paul Cézanne, A Montanha de Sainte-Victoire, 1902-04
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bibliografia
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CANÇADO, José Maria. Os Sapatos de Orfeu – Biografia de Carlos Drummond de Andrade. São Paulo: Scritta, 1993.

CANDIDO, Antonio. “Inquietudes na poesia de Drummond”, In: ____. Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades, 2ª edição, 1977.

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LAFETÁ, João Luiz. “Leitura de ´Campo de flores´”, In: ____. A Dimensão da Noite e Outros Ensaios. Organização Antonio Arnoni Prado, prefácio Antonio Candido. São Paulo: Duas Cidades/34, Coleção Espírito Crítico, 2004.

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