a generosidade do paralelepípedo

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um parecer acerca do romance
Lavoura Arcaica de Raduan Nassar
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originalmente para "Literatura Brasileira II",
disciplina do prof. Hélio de Seixas Guimarães,
curso de Letras, USP, segundo semestre 2007
e em
http://lb22007.blogspot.com
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Melhor ver a face do que ouvir o nome.
.– sentença zen
in Thomas Merton, Zen e as Aves de Rapina
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Na introdução de seu livro – Ritos da Paixão em Lavoura Arcaica –, André Luis Rodrigues procura expor as razões que o levaram a se debruçar sobre o romance de Raduan Nassar, sendo a segunda delas o “desafio” gerado pela obra.
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.........Ainda na “orelha” dessa edição adquirida em Franca, li e reli várias vezes a advertência de Leyla Perrone-Moisés: “A linguagem desse romance é de molde a inibir qualquer metalinguagem. É um discurso tão denso, tão desmesurado em seu lirismo, tão inusitado em suas ressonâncias bíblicas e islâmicas, que um comentário a ele aposto corre logo o risco de leviandade e insignificância”. O que causa temor e tremor (para falar numa linguagem bíblica) ao mesmo tempo nos desafia. (Rodrigues, p.20)
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..... A citação da “orelha” me chamou a atenção, sobretudo pelo que, a meus olhos de recente leitor do romance, saltou como a indicação essencial do que para mim brilhara especialmente daquelas páginas belas e intensas: desmesurado em seu lirismo – embora o termo “desmesurado” possa parecer equívoco, assim desgarrado, levianamente destacado de outras ideias, já que a prosa do autor, sem perder toda a intensidade, sem dúvida contém muita medida, isto é, consciência de meios, domínio preciso da própria expressão. Em todo caso, o lirismo do romance (justamente por se tratar de um texto em prosa?) é arrebatador desde as primeiras linhas, e talvez tanto mais inesperado assim seja, quanto mais desavisada tiver sido a aproximação com que o leitor se aproxime do texto.
..... “A beleza de suas páginas, o ritmo avassalador do seu gran finale, a poesia que cada um dos capítulos exala [...]”, como já manifesta Octavio de Faria em um artigo de 1976 (Faria, p.84), ano seguinte à publicação do livro, certamente um dos primeiros comentários escritos a seu respeito. Correndo o risco, aqui sim, de uma desmesurabilidade, recorro a mais dois depoimentos, pertinentes ainda que, no caso, talvez redundantes. O lirismo de Raduan Nassar “se manifesta na melhor de suas formas: sem pieguices e também sem receio de se avizinhar do sublime” (Perrone-Moisés, p.67); “Em Nassar lutam o narrador e o escritor lírico, vencendo, normalmente, este último” (Matamorro, p.86). Não, não são redundâncias. Explicitam a contundência mesma que sai da leitura do romance. E evocam uma definição que sempre me ocorre, por tamanha precisão concisa, vindo a calhar de maneira pertinentíssima ao tratar de elemento lírico essencial (e, creio, essencial da obra em questão): o ritmo. Ritmo que é “a alma, a razão de ser do movimento sonoro, o esqueleto que ampara todo o significado” – Antonio Candido, em O Estudo Analítico do Poema.
..... Como nas rezas – preces, orações, mantras... –, o discurso do protagonista André muitas vezes parece nos envolver como ocorre ao próprio emissor quando tomado pela evasão concentrada de suas palavras de devoção em busca de um equilíbrio. Ainda que a cada capítulo possa reproduzir ritmos diversos, até mesmo contrastantes entre si (1), sua postura intensa de lavoura, arando imagens, sentimentos, evocações e vocábulos na construção muito particular da sintaxe, transmite a impressão dessa necessidade contínua de mudança, de busca, de esclarecimento violento – violência que, se ora é revelada pelo transbordamento em parágrafos extensos de um só ponto final, outras vezes, ou melhor, durante essa pujança mesma, se afirma na lucidez cirúrgica com que emprega termos e relaciona sensações expressivas.

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1. “Lavoura Arcaica é um texto musical, composto como uma sinfonia, cada capítulo correspondendo a um movimento. Os contrastes de andamento realçam o ritmo de cada movimento e os temas recorrentes asseguram a harmonia do conjunto.” (Leyla Perrone-Moisés, “Da cólera ao silêncio”, p.67)
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..... Disse lirismo, disse ritmo; mas, sobretudo, digo equilíbrio – pois aqueles e todos os componentes da narração, inclusive a violência ou seu transbordamento, parecem-me vinculados a este. Procura de equilíbrio. E, nessa intenção de se chegar a ele, a prática equilibrada formando-se na realização desse caminho. Aliás, facilmente as analogias agrícolas se insinuam, o valor das lavouras; o uso criterioso e exigente da terra, o empenho no arado, o firme propósito da colheita. Mesmo considerando-se que o motor por trás dessa escrita seja fundamentalmente de revolta (2), ainda que temporariamente pareça resignar-se (nessa “rendição revoltosa” – Hugo Abati, in: Rodrigues, p.76, nota 13), tal força não parece agir por um niilismo, não se nutre da aniquilação indiscriminada; antes, parece querer ser recurso à conquista de um outro estágio, ferramenta de um cultivo transformado e transformador: “sementes de um plantio” (Lavoura Arcaica, cap.5, p.21).
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2. “Na verdade, todos os textos de Raduan Nassar se constroem em torno de uma recusa [...].” (Idem, p.76)
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..... Na composição do romance – tanto em termos emocionais e imagéticos do que é narrado, como concretamente em sua forma – há movimentos circulares espalhados, ora bastante explícitos e externos à literariedade do romance, ora não tão claros mas inseridos na estrutura verbal. Sejam as danças (dos capítulos 5 e 29) e suas rodas, seja o arredondamento em 30 capítulos; seja a ação e sua contrafação entre duas partes, “partida” e “retorno”, seja a bipolaridade dos dois ramos familiares; seja a importante relação e oposições do patriarcado: o avô (apresentado no centro do livro, cap.15, “em memória”) e o pai (no capítulo final, também entre parênteses e “em memória”) – sem esquecer a outra ponta “extraficcional”: o livro é aberto pelo autor com uma dedicatória ao próprio pai.
..... O texto de Raduan Nassar, com suas circularidades, seus impulsos viscerais, ora de atração, ora de repulsão, através dos quais André por vezes se consome na ação de ir ao encontro da família e de suas origens, porém realizando apenas o ir de encontro a elas – toda essa complexa teia de realizações cíclicas, tanto das formas como dos conteúdos, parece-me cabível de ser comparada a uma mandala. Tratando-se de um “diagrama composto de formas geométricas concêntricas, utilizado [...] como objeto ritualístico e ponto focal para meditação” e, do ponto de vista religioso, “uma representação do ser humano e do universo” (Houaiss), ou ainda, segundo C. G. Jung, “símbolo do centro, da meta, e do si-mesmo, enquanto totalidade psíquica; auto-representação de um processo psíquico de centralização da personalidade, produção de um centro novo desta última” (Jung, p.356), a mandala, além de ferramenta dessa busca ou investigação particular e íntima, resulta – como toda lavoura literária – em um produto artístico, estético.

..... A mandala – como uma reza, uma prece, um mantra? – põe em prática a disposição de auto-análise, à base de uma autêntica (rebeldíssima?) necessidade de ajuste, de harmonia, de clareza construtiva. Poderia também remeter ao quarto, espaço de intimidade e forte significação no romance, já presente na primeira frase, “Os olhos no teto, a nudez dentro do quarto” – como se demonstrasse a localização e a intenção essenciais do narrador: um eu intimamente em busca de salvação, de uma elevação (teto).
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.........É esse corpo que surge logo no início do romance, deitado no chão do quarto de uma “velha pensão interiorana”, semidesnudo, em íntimo contato com o assoalho. As possíveis cores das paredes do quarto (sejam dos diversos quartos que o sujeito já tenha habitado ou, mais provavelmente, as possíveis variações que a cor de um mesmo quarto comporta – róseo, azul ou violáceo – de acordo com a luminosidade que recebe nas diferentes horas do dia), a individualidade e inviolabilidade do espaço (quarto catedral), as pontas dos dedos que tocam a penugem do peito, os cabelos se deslocando sobre a fronte úmida, a face apoiada contra o chão, o ruído das batidas, o floco de paina em movimento entre as curvas da orelha, o girar da maçaneta da porta, tudo isso compõe a imagem de um sujeito como que amalgamado ao seu quarto: quarto/corpo; corpo/quarto. (Rodrigues, p.58)
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..... E, como o nome Ana anunciaria uma outra face de André (3), a mandala pode ser um híbrido, uma fusão entre André e Ana e a própria lavoura literária. Corpo constituído pela bipolaridade ordem/desordem – “A questão da ordem e da desordem está presente, em todos os níveis, na obra de Raduan Nassar” (Perrone-Moisés, p.74) –, mas cujo impulso primordial de gerar e ser ele mesmo harmonia, poderia conter em seu núcleo duas palavras (polaridades) simétricas em quantidade de letras mas antagônicas em sentido: MAKTUB, o “está escrito” basilar do avô, e IOHÁNA, o nome do pai – aliás, ambas, com o mesmo número de letras de RADUAN e de NASSAR. Núcleo ambivalente e por isso mesmo gerador de movimentos oscilantes, desenhos da dança sensual e religiosa do estilo do autor e da voz de André, exercício contundente de uma mandala ao redor de si. Simetrias, reiterações, giros, volteios, círculos... existência estética advinda de uma postura ética de enfretamento, de uma intenção muito sensível de (auto)conhecimento.
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3. “A identidade é sublinhada pelo fato de o nome da irmã – Ana – corresponder ao pronome eu em árabe.” (Idem, p.65)
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..... “Deus é que deixa se afinar à vontade o instrumento, até que chegue a hora de se dançar.” Esta frase, da voz do Riobaldo de João Guimarães Rosa, no parágrafo central de Grande Sertão: Veredas, talvez servisse como símbolo a ambos os romances e seus dois protagonistas, por se referir à afinação e à vontade (vontade como liberdade e também como esforço consciente), afinação no sentido profundo de autoinvestigação. Além de, com relação a Lavoura Arcaica, haver esse elemento cuja presença é fulminante na configuração de sua história: a dança.
..... Talvez o pecado de André tenha sido impor a vontade própria além da conta na afinação de seu instrumento, na busca de participar da dança ou de impô-la a todos do seu modo. Ou, se tomarmos a dança como manifestação da ordem tradicional da família, André não chega a ver a hora de sua participação nela, não será parte da roda, sentado como se coloca “sobre uma raiz exposta num canto do bosque mais sombrio” (LA, cap.5, p.28), do lado de fora. Agora (no tempo do texto sendo escrito, já escrito, se escrevendo aos olhos de quem o lê), como o Riobaldo de Rosa, André revisita tudo, ponderando remorsos, ímpetos, fatalidades e livres-arbítrios? Ou (no tempo do texto) talvez seja mesmo uma visita inaugural, presente, acontecendo a olhos vistos – ficção que “ao mesmo tempo que é narrada, acontece” (Pólvora, p.87). De qualquer modo, é na afinação de seu instrumento existencial que o personagem enfrentará sua história, que se colocará de dentro para fora em relação à dança, cuja constituição poderia ser a de uma mandala: liberdade muito particular mas nas medidas do equilíbrio de uma circularidade, coreografando-se. Sua dança maior – de Raduan Nassar, de André – será o texto. A obra artística; no caso, literária.
..... “A paz, como aquela grande explosão, uma bomba sobre o Japão, fez nascer um Japão na paz” ...diz a canção (“A Paz”) de Gilberto Gil e João Donato. Se é verdade que um Japão apaziguado saiu da tragédia nuclear, talvez não tenha sido propriamente a catástrofe que “fez nascer” a paz do caos, antes uma atitude combativa e posterior é que terá gerado a possível harmonia erguida das cinzas. O paradoxo de retirar da própria matéria caótica uma estabilidade, parece ser, por assim dizer, obra da obra de arte – realizadora de um equilíbrio sustentável, para usar a expressão ecológica. Do convívio direto com a instabilidade caótica de sua intimidade em guerra contra a energia estática e poderosa da família, criando “uma voz inconfundível pelo seu individualismo que é a própria insubmissão da liberdade diante da tirania dos dogmas” (Ribeiro, p.88), André – Raduan Nassar, a experiência artística – construirá a sua reação em forma de lavoura literária. “As questões éticas se colocam antes de tudo como questões de linguagem.” (Perrone-Moisés, p.73)
..... Um dos caminhos a essa conquista harmoniosa será também, profundamente, a procura pelos elementos orgânicos (a cabra evocada, o cesto de roupas sujas – com os “humores”, as “manchas periódicas” e os cheiros secretos – e, em abundância, a vegetação e a agricultura – expressas desde a lavoura do título, passando pelos frutos ao redor dos quais acontece a dança, a flauta do tio “feita um caule”, o “tronco” genealógico, a aparição de bagaços, caroços, pomos, árvores e inúmeras flores, inclusive a vermelha nos cabelos de Ana). “[...] a frescura das gotas úmidas, que é de Luiza, que é de Paulinho, que é de João, que é de ninguém” ...diz-nos outra canção (Tom Jobim, “Chovendo na Roseira”). Essa intensa necessidade com que André procura fundir-se à natureza (ou seria primitivamente resgatá-la?) assemelha-se a esse estado “de ninguém” – que a melodia da canção estende no pronome indefinido, como se espraiasse a sensação do personagem do livro quando “amainava a febre dos meus pés na terra úmida, cobria meu corpo de folhas e, deitado à sombra, eu dormia na postura quieta de uma planta enferma vergada ao peso de um botão vermelho” (LA, cap.2, p.9). Ou: “e eu pressentia na hora de acordar as duas mãos enormes debaixo dos meus passos, a natureza me fazendo seu filho predileto, abrindo seus gordos braços, me enrolando num lençol de relva, me borrifando no frescor do seu sereno, me tomando feito menino no seu regaço” (LA, cap.20, p.108). Mas todas as fusões harmônicas que o protagonista almeja e das quais por vezes chega a usufruir – “André é um personagem cindido em busca da unidade perdida” (Rodrigues, p.59) –, são passageiras. Só há a harmonia do produto artístico: a mandala do romance concretizado.
..... Tratando-se de Raduan Nassar, tal realização é explicitada por seu estilo lírico que ao mesmo tempo é tão paralelepípedico. Em entrevista, quando indagado sobre sua relação com os concretistas, se a aproximação com eles o incomodava, responde: “De modo algum, são boas praças, só que já estariam em outra hoje. Resta saber também se eles conseguiriam engolir um paralelepípedo lírico como eu” (Nassar, 1996, pp.35-6). Paralelepípedo lírico – eis como o autor se define. Paralelepípedo esculpido no “fruto do jorro do discurso” (Rodrigues, p.60), paralelepípedo cujo registro de estilo é moldado “pela energia que deságua em estouro” (Carone, p.15), paralelepípedo pavimento desse embate que “toma a forma da luta entre o discurso sagrado e o discurso profano, o discurso da lei paterna e o discurso rebelde” (Perrone-Moisés, p.74), gerando (lavrando e deixando que nasça) uma palavra que “revolucione a mecânica do organismo” (LA, cap.11, p.70), que “traz vida, energia, pode trazer inclusive uma carga explosiva no seu bojo” (LA, cap.25, p.161).
..... Mas nada disso impede que esse paralelepípedo seja composto de matéria lírica, que esse paralelepípedo rebelde e incisivo seja musical – afinal, as citações das canções talvez não tenham sido apenas pela analogia com o que suas letras dizem, talvez o próprio fato dessas relações acontecerem reflita a qualidade tão musical do romance. Aliás, pela composição mesma lírico-musical do texto, ele se recorta assim, especialmente, particularmente, paralelepípedo. Musicalidade que nos remete de volta ao comentário de Leyla Perrone-Moisés (nota 1) e ao ritmo que Antonio Candido bem define. Musicalidade explícita se, por exemplo, praticarmos uma simples leitura em voz alta do encadeamento verbal do romance (o que, é curioso, também vale para o extenso discurso-sinfonia do jagunço rosiano).
..... “O fato é que esta foi uma escolha que pôde levar-me a um aprendizado que penso não seria facilmente proporcionado por muitas outras obras literárias.” (Rodrigues, p.21) Um aprendizado: transformação, consequência de uma novidade enriquecedora – como fatalmente é capaz de provocar todo contato com uma expressão artística autêntica. Dessa forma, o romance de Raduan Nassar transmite de imediato o valor de uma experiência viva. Experiência, parece-me, diretamente ligada àquela frase simples e certeira que o autor declara em uma entrevista: “Literatura é uma coisa muito pessoal.” (Nassar, 1996, p.32) Experiência saída da vitalidade de suas palavras, sua sintaxe, suas imagens inusitadas (arejadas como terra úmida); na precisão e clareza com que o narrador, muitas vezes num fluxo aparentemente desbragado, em sua “lúcida escuridão” (LA, cap.11, p.71) investiga a si mesmo e a expressividade de sua linguagem íntima. Linguagem íntima, experiência, arte: tudo o que, afinal, só pode vir à tona como forma autêntica se tratado por um princípio de lavoura generosa. Uma lavoura, uma generosidade, paralelepípedas.
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bibliografia
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RIBEIRO, Leo Gilson. “A chegada”, In: Cadernos de Literatura Brasileira (vol. 2) – Raduan Nassar. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 1996.

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