jurisdição

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.......... Quando o ator só tem a si como apoio à própria força.
.......... Quando o pintor tem a tela, acredita, enquanto há guerra.

.......... Quando o escritor sopesa a letra, a cria limpa, como uma planta.
.......... Quando o escultor consulta a terra, recebe dela, fertiliza.

.......... Quando o dançarino preenche o espaço, preenche o espaço, com ou sem público.
.......... Quando o músico comunica a tudo, tocando o tempo, de dentro.

.......... Quando o lamento constrói o prisma, solitário.
.......... Quando o refratário sol nos espelha, conselheiro.

.......... Quando o degredo é o pior ainda, mas combatível.
.......... Quando o que é bom ressurge solto, muito vivo, no mínimo.

.......... Quando o ator preenche o tempo, o cria limpo, e fertiliza.
.......... Quando o pintor consulta a tela, recebe dela, ouvindo dentro.

.......... Quando o cantor crê no apoio, espalha à platéia, a própria força.
.......... Quando o bailarino planta o passo, faz o espaço, malgrado a guerra.

.......... Quando o escritor tem só a si mas comunica a todos, feito um dínamo.
.......... Quando o escultor sopesa a terra, solitária, coletiva.
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fev.97
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Um comentário:

Marcel disse...

voei aqui nestas letras