"carrossel, vendaval..."

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Ouço "Estrelada" e logo me vem você descalça, vestida num vestido verde e colar que eu crio, dançando suave num filme entre outras imagens cujo adjetivo divinas só pode ser o mais preciso. Disciplino: é a última imagem, não posso mais me meter a besta com tanta alucinação a esmo. Mas já a própria imagem e filme e dança e o colar em você e o vestido (autonomíssimos), mais de quebra um voo sobre a Terra realíssimo, se impõem com tamanho pulso e ímpeto que o futuro se abrindo só pode ser – o cru racionalismo que me perdoe – só pode ser este estágio entre o palpável (incomensurável) e o idílio, o sol saindo e o daqui a pouquinho, o relativismo ativo da medida geométrica e gráfica das distâncias de todos os tipos.
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jul.98
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A Dança, 1910 - Henri Matisse
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