da origem do vento

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.......... Toda vez que visualizo me lançando à vida
.......... É tamanha a batida da pulsação cardíaca
.......... É tamanha a expansão da pressão sanguínea
.......... Que recuo
.......... Recuo porque tendo me elucidado tanta política
.......... Me vestido de tantos adjetivos mágicos
.......... Noto que em mim não há asa
.......... Que suporte esse voo
.......... Não há caixa torácica
.......... Que sustente esse sangue
.......... Então pra habitar os direitos, descobrir o exato
.......... Ser certo
.......... No tempo
.......... No espaço
.......... Reverto o fôlego invado oficinas
.......... E na pulsação do dia-a-dia
.......... Na pressão vertical do meio-dia
.......... Construo
.......... Acredito: construo
.......... Duas asas íntimas
.......... Arco de nudez puríssima
.......... Com o qual afinal repleto de claros enigmas
.......... Com o qual sideral, sem ignorar as terras invadidas
.......... Contendo o mesmo sangue
.......... Revitalizado
.......... Me enlaço ao voo me lanço à vida
.......... Me invento
.......... Me vento
.......... Ventania merecida que se expande
.......... Inadjetiva
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maio.94
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2 comentários:

bia reinach disse...

Edu,
Li, reli, li de novo,mais uma vez. E a cada vez gosto mais.
bia

Anônimo disse...

OLá! Estou mostrando seu material para a Pá.
Como tem coisa, né?
Só falta um retrato de Dom Diego...

Helio