de brasileiro a brasileiro

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jan.97
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dialética de hospício

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............... Às vezes, quando eu penso que vou enlouquecer,
............... é que já estou louco inteiro,
............... papoulas no hidrômetro,
............... no liquidificador estercos.
............... Outras vezes, campeio bordas de latifúndios,
............... mas aí já não sou,
............... isto é, compadeço-me do capataz ciceroneando
............... e a loucura não está em mim, está nas demarcações.
............... Se um verso tem sombras de coqueiro, pode ser
pêssego;

............... se a boneca de pano tem macela dentro, sairá de um livro.
............... Então me distraio.
............... Dirijo-me para o que me enceno ser externo:
............... os grandes crepúsculos,
............... esta chuva de granizo na verdade lanugem de carneiros
arrebatados ou mil dentes-de-leão ao vento,

............... fuga de lobo,
............... escadas de incêndio,
............... os números engraçados dos indicadores públicos de
graus célsius.

............... Chego mesmo a discernir no ocaso
............... as lantejoulas da palavra Deus
............... compondo em semicírculo.
............... Cada lantejoula tem um prego.
............... Atrás não vejo muro; a partir daí paro.
............... Paro não de medo, paro não de dor nos olhos.
............... Paro não porque é segredo e os mistérios
desmoronariam.

............... Paro porque é berço.
............... Berço micro, plurifuliginoso; em que nanam:
............... ícones de picos,
............... o alpendre do poeta pernambucano,
............... baixos-relevos,
............... o interior em nó das catacumbas em círculo,
............... todos os reflexos dos espelhos entre espelhos,
............... e o ar,
............... grânulos de grânulos de grânulos.
............... Fuliginoso
............... porque é das plantas dos meus pés que calcinam
............... (quero dizer: há algo – de Deus em seu ocaso rubro?
............... – ácido por entre o fricativo do coriáceo e do térreo)
............... e tudo o que sobra é fogo.
............... Berço silêncio,
............... berço enquanto chamo,
............... berço o engradeamento à base de punhos,
............... berço o abraço-embalo das labaredas do suplício
............... (para além, para além de mim mesmo...!),
............... o bedel está vindo.

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jan.10
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bilhetes de baco




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ATO PRIMEIRO
... vinho
... vaso do sexo
... uva e arrebato
... ...................

... reticencio para que os arados
... os estrados dos anfiteatros porvindouros
... venham
... o caminho para o que é cênico
... é a sede especular dos lagos

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ATO SEGUNDO
... construindo sem saber palcos
... quanto suor diz sim
... quanta farpa tem sorriso
... pós-procênios
... coxiasavantes

... jangada no mar alto
... épico
... cenário

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ATO TERCEIRO
... os sonhos, esse pó
... água benta em lindo vampiro
... interessa é jogá-lo
... pó e vampiro e o que é bento
... para a festa dos postulados
... pulverização de princípios
... confetes de prótons

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ATO QUARTO
... ah... a cena
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jan.10
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cato tocos e cactos

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.................. Pelo campo
.................. Cato tocos e cactos
.................. Colho calhaus

........................................ – é preciso
.................. Não é só conífera a mata
.................. Mato
.................. Morro morto
.................. Ressuscitá-lo
........................................ – é preciso

.................. Cuspo e trago
.................. Tronco cobra traição
.................. Tesouro infundado
.................. Inundação
.................. Terreno talho tição
.................. Traço
.................. Traça que
.................. Cuspo e trago
.................. Cada coisa em todo canto

.................. Canto o que me canta
.................. O tempo canta – o canto
.................. Cato o que me cata
.................. A vida cata – a cato
.................. Campo que me encanta
.................. Descampado – acampo
.................. Cato o que me cata
.................. A vida cata – acato
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out.92
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