cato tocos e cactos

.
.

.
.
.
.................. Pelo campo
.................. Cato tocos e cactos
.................. Colho calhaus

........................................ – é preciso
.................. Não é só conífera a mata
.................. Mato
.................. Morro morto
.................. Ressuscitá-lo
........................................ – é preciso

.................. Cuspo e trago
.................. Tronco cobra traição
.................. Tesouro infundado
.................. Inundação
.................. Terreno talho tição
.................. Traço
.................. Traça que
.................. Cuspo e trago
.................. Cada coisa em todo canto

.................. Canto o que me canta
.................. O tempo canta – o canto
.................. Cato o que me cata
.................. A vida cata – a cato
.................. Campo que me encanta
.................. Descampado – acampo
.................. Cato o que me cata
.................. A vida cata – acato
.
out.92
.
.

2 comentários:

bia reinach disse...

Leio e me embalo ao som dos tês, cês, e as brincadeiras que acontecem dentro do poema, quase não é preciso compreender as palavras...me lembra o prazer que tenho ao ouvir ópera ou canto lírico em línguas que não entendo. O som, só o som... (não que não tenha mais coisas aí dentro)... mas são estas que me falaram à alma...ainda podemos falar de alma?

edu brito disse...

ah sim, podemos