VF 12

.
.
.
(da mesma – do hospital) ..... Na manhã azul de sol suave sobre os topos – das árvores, dos prédios, do mundo, que agora é aqui – um avião invisível constrói uma nuvem bem paralela ao Ambulatório, cuja metade direita se esgarça, milhões de micróbios a desenovelando orgíacos. No mesmo lugar onde a menina correra, um balde ambulante vem deslizando no sentido contrário, lançado por uma servente no chão úmido – o caminho dele percorre de norte a sul o sul-norte caminhado pelo dela; ambos silenciosamente suaves (como o sol) vistos daqui. O segmento de nuvem fabricada se despacha à direita, afinal como os outros fragmentos de nuvem natural, como o céu, enquanto nós, o mundo terral, é como se se inclinasse à esquerda, levando-lhe atado a luz do sol, que logo logo o supera, lhe passará a frente.
.......... O asfalto do estacionamento em alguns pontos vívido como se derretido, mas a lógica e o frescor do ar informam que é de uma chuva passageira da madrugada; do mesmo ar fresco a auréola cinzenta cercando-viva o horizonte possível, aparentemente baixa, distante, mas é a cerca e o conteúdo e vai pelo campo afora. O Obelisco e o Ginásio encardidos.
.......... A biruta toda iluminada, como um casulo tranquilo, desencubado.
.
*
.
(idem, + tarde) ..... O ronco de um ônibus como um dinossauro saindo do Tempo.
.
13 06 99
.
.

Nenhum comentário: