VF 13

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(da mesma) ..... Manhã. O ar evanescente. Com base só se vê o Obelisco, sua chapa homogênea de vapor e a pequena ponta piramidal, por trás os prédios só topos, dissolvem-se embaixo. A boca da biruta virada pra cá. Parada.
.......... Por cima da cidade, nos gramados, no trânsito, nas construções – sol.
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(“) ..... Na abóbada do ginásio, pequenos brilhos.
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(fc) ..... Noite. Passa um ônibus quase vazio de passageiros, muito iluminado. Em seguida um carro, mais um, mais dois, uma série de vários, um atrás do outro, com seus faróis.
............ (cf) ..... Da ondulação do telhado, desponta à distância a ponta do edifício quase pronto ao lado dos dois mais antigos – apenas duas luzes brancas nas janelas da cobertura, o resto escuro. Às alturas, numa reta perpendicular ao centro do telhado, Vênus – ou a estrela mais brilhante da noite, faminta de aparecimento, por ora única à vista no céu de São Paulo. Um avião cruza da esquerda à direita, suas três luzes movendo o triângulo plano, aéreo-imaginário.
............ (fb) ..... Outros carros atrás dos outros. Uma pausa maior, uma sequência nova de intervalos, depois de volta o ritmo de antes, vão, vão, vão, os sons com eles, um pouco adiantados, permanecendo um pouco depois que passam.
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17 06 99
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