VI 6

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Agora o tapete está mais ralo, na pista já quase não tem flores, só algumas escurecidas e amassadas; a chuva estacionou de vez, sendo a copa ainda com muitas flores bem no alto. Passam poucas pessoas. Um homem usa uma camiseta vermelha com um triângulo curvilíneo e amarelo no centro do peito, com algum símbolo preto dentro (talvez o emblema da Ferrari). É magro, 1,80 m, cabelo e bigode pretos, tênis e calção justo e brilhante também pretos, meias brancas e corre de um jeito engraçado como um cômico de um filme italiano, é como se o seu esqueleto fosse duro mas todo o revestimento mole, ou o contrário. Como se pisasse um mar de ovos na ritmada corrida; na cara de repente abre um desses sorrisos que não são de alegria, mais careta, por dor muscular ou orgânica – o queixo quase encosta no peito, a boca se abre mostrando os dentes de baixo, pouco depois se desfaz. (Agora o céu já é quase todo azul e tudo se cobre de pedaços laranja e suaves por toda parte. 15:30... 16h.)
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15 07 98
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