VV 19

.
.
.
Ruas, fim de outra das tardes de outubro. O azul não é só do céu, toma conta, das diferentes cores dos calçamentos, das dos portões de ferro, telhados, plantas e fios telefônicos, carros e o desenho do prédio. O ar ou o azul em muitos níveis atinge as várias camadas de que as coisas são. Invasão do seu charco; maré respirável. A lua é uma lâmpada, pura, na lisura celeste.
.
*
.
Pela cf – mais tarde – a noite se apresenta no alto das escadarias, o veludo do seu longo de gala é azul-azeviche cuja maciez ainda é a do dia. Estrelas. Mal venta. A lâmpada inventa a sombra de parte das cadeiras e colore a cor do quintal com outra cara.
.
28 10 01
.
* Ainda mais tarde: as Três Marias coladas e exatamente paralelas à linha do telhado.
.
.
.

Nenhum comentário: