VV 20

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(do tempo – ou: do corpo) ..... Em meio à madrugada, madrugada alta. À cama. E silêncio, como se o corpo fosse o conduto por onde o Tempo se encontra; como se o tempo fosse Corpo no corpo que o constata, assim sensível, cano. Ao menos conduto por onde o tempo passa e ao passar rápido e de todos os lados, fluido, atômico, supersônico ou turbo, a fricção transparece a consistência do cano, concretizando o que é corpo ao próprio corpo se é que alguém me entende neste: momento. Mas, afinal, cadê o vestígio. Não sei, é só isso, afinal: vestígios do tempo vestígios do corpo... não são o que ou como os vestígios sempre são?
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(cf, noite) ..... Hoje, aqui convenhamos, ela não é lâmpada: olho; olha olho, olha olho, escruta, esbugalhado olho.
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(ruas) ..... Idem. Entre as nuvens. (Uma delas – montanha – cinza a cobriu por um instante e, aposto, por um quarto de segundo estacionou-se como uma foto antes de seguir o rumo no qual vinha.)
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31 10 01
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