condenado à vida

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Era um magazine grande, de muitos departamentos, desde brinquedos à pré-fabricação de casa, com três andares para o alto mais cinco para baixo. Buscava o presente ideal e lhe conveio entrar ali, já que estava no Centro e já era tarde. Andou tudo, uma ou outra coisa atraiu mas alarmes falsos; saiu a passos lentos entre todos que se apressavam. Já no outro lado do quarteirão foi que o magazine explodiu, uma boa parte pelos ares, atingindo a rua, os pedestres, o trânsito. Lá de onde estava chegou a sentir um bafo, mas mal suspeitou da ligação entre uma coisa e outra. Seguindo seu caminho sem perceber contornara o quarteirão, agora dobrando a esquina aqueles bombeiros, caminhões, sirenes e bloqueios. Presenciou por um momento, à visão dos destroços não quis ver muito, deu meia-volta e seguiu, reconcentrando-se no presente, reconcentrando-se talvez, como desde quando saíra da loja, em lembrar-se de quem devia ser o presenteado.
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01maio98
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4 comentários:

bia reinach disse...

Esta sequencia de fotos de "condenado à vida" me fez chorar....me doeu no fundo d'alma...dor aguda, incisiva, impiedosa.
São lindas!!!!!!

edu brito disse...

:)

bia reinach disse...

O que é :) ?????

edu brito disse...

é um risozinho internético, bia!