laputa

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Vou dizer que sou de Laputa, não para efeitos de consequências mas pela verdade ser o mais gostoso a ser dito – a verdade é gostosa quando dita –, estou a dizer que sou de Laputa. Uma vez, ao menos uma vez estive sobrevoando e sobre uma terra, uma terra sobre uma base levitativa de diamante; Laputa que me pariu, sou um filho de Laputa. Dizer esse lugar não é ficcionice, não é auto-imposição de mim me ficcionando, é invenção das muito realistas, natural, do senhor Jonathan Swift e Lemuel (Gulliver) no transcorrer de suas Viagens, país, habitação, continente ou planeta em continência cuja existência é de uma ilha, ilha volante, ilha que voa, ilha voadora, sim. Ela vem, sobrevoa, se estaciona ou às vezes passa em diagonal; ergue-se, perde altitude; segue, viaja – é autolocomotora segundo um mecanismo magnético, nucleal. Ela vai, sobrevoa; para-baixo-para-cima, cruza; segue, viaja. Está a passar, em algum lugar agora – aqui? aí. Pas(ssssssssssssssssssss)sa. Laputa se pega, pegará-te talvez (pegará-te quem dera?), nela se sobe e voa ou se é voado por ela, isso, com concomitância: se é voado por ela.
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set.01
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