não aguentar

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Não aguentar mais é antecipar uma síncope e não saber a data, é cavalgar na planície mastigando grade, é anunciar discernidamente: estou na base estou na base estou na base, de que base fala?, é alugar uma charneca em que o coração borbulha é afiar as pontas para o salto é furar um dedo para um pacto, é ir pra galera e agradar a euforia é escrever à mão livre uma besteira – mas no muro ou a picareta, em chapas de placas, em estandartes de opala, a brasas fechadas, a barro de ilhas, em xotes de virulenta cadência.
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É ter uma passagem só de ida e saber disso, e cavalos-marinhos podem converter-se em repolhos e o assunto do mundo pode ser a década de fastígio pois isolaram micros e precursores num invólucro de pulgas galopadoras quando o condutor da carruagem saiu dos trópicos para gritar da colina abaixo rolando os dois quilos de dinamite num dispositivo que as big-agigantariam, que não conta – é isso não aguentar mais; e retomar o Princípio, não sabendo como.
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fev.02
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