poema de natal

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............. No centro de dezembro
............. Cristais, adereços
............. Sirenes de bombeiro
............. Relâmpagos contendo-se
............. Delicados agitos

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............. O sol como um dínamo
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............. No centro de dezembro
............. O Natal inexiste
............. Ano Novo é impensável
............. As datas ostraciam-se
............. No calendário mudo

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............. O sol como um dínamo
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............. No centro de dezembro
............. Em que este meio-dia
............. Não sai de cima, veja
............. Nuvens, gotas, trabalhos
............. Tudo na base do eixo

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............. O sol como um dínamo
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............. No centro de dezembro
............. Ah, bacia, enseada
............. Alguma água pensada
............. Acaricia a nódoa
............. Da sede de quem vê

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............. O sol como um dínamo
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............. No centro de dezembro
............. As águas represadas
............. Seus vapores na terra
............. São digitais impressas
............. Na DP de Oberon

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............. O sol como um dínamo
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............. Neste centro dezêmbreo
............. Dá-se, despenca, aplaca
............. Por um breve minuto
............. De natalismo puro
............. A chuv', chuva... e depois

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............. O sol como um dínamo
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15.12.03
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